Investimentos totais e detalhes financeiros
A gestão do governador Jerônimo Rodrigues já alcançou um montante de R$ 28,79 bilhões em investimentos estaduais, sendo que R$ 4,75 bilhões são referentes a valores liquidados entre janeiro e agosto de 2026. A Bahia se posiciona entre os estados brasileiros que mais investem, mantendo o equilíbrio de suas contas públicas com o endividamento em queda. A relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida caiu de 36% no final de 2025 para 35% em 2026.
O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, destacou que o baixo endividamento é um dos principais fatores que contribuem para o equilíbrio fiscal do governo, pois preserva a capacidade de investimento. Ele também mencionou que a maior parte dos recursos utilizados nos investimentos é oriunda de fontes próprias, com o Tesouro Estadual respondendo por 75% dos recursos aplicados desde 2023. Apenas R$ 7,21 bilhões, o equivalente a 25%, foram obtidos através de operações de crédito.
Nos anos de 2023, 2024 e 2025, a média de investimentos estaduais foi de aproximadamente R$ 8 bilhões por ano, uma quantia que supera os investimentos das gestões anteriores, mesmo considerando a atualização monetária. Manoel Vitório explicou que essa administração priorizou recursos próprios para a construção de infraestrutura nas áreas de saúde, educação, segurança, rodovias, mobilidade urbana e saneamento básico.

Equilíbrio fiscal e comparativos nacionais
O estado da Bahia registrou um índice de 35% entre dívida e receita, ficando muito abaixo do limite máximo de 200% determinado pela Resolução 40/2001 do Senado Federal, que se baseia na Lei de Responsabilidade Fiscal. Este é um dos menores índices obtidos neste século, contrastando com o pico de endividamento de 183% registrado em 2002.
No cenário nacional, a dívida da Bahia continua a mostrar números significativamente inferiores aos estados com maior endividamento. Por exemplo, o Rio de Janeiro, com 211%, e o Rio Grande do Sul, com 168%, são exemplos de estados com índices preocupantes, além de Minas Gerais com 147% e São Paulo com 113%.
Além disso, o governo da Bahia conseguiu ultrapassar os limites constitucionais de gastos em áreas essenciais como saúde e educação. Até agosto de 2026, o total gasto em saúde foi de R$ 6,2 bilhões, representando 15,73% da Receita Líquida de Impostos e Transferências Constitucionais, bem acima do limite de 12% estabelecido. Na educação, os gastos alcançaram R$ 10,09 bilhões, equivalendo a 25,58%, também superando o limite de 25% previsto na legislação.


